A Amil anunciou que vai descredenciar alguns hospitais a partir do dia 21 de junho, alegando que deseja alinhar a rede de hospitais com novos modelos de remuneração que premiam resultados clínicos.

Em São Paulo, o Hospital Assunção (São Bernardo), Hospital e Maternidade Brasil (Santo André) e Hospital Sino Brasileiro (Osasco) foram descredenciados.

Já no Rio de Janeiro, a Clínica São Vicente, Hospital Barra D’Or, Hospital Caxias D’OR, Hospital Copa D’OR, Hospital Oeste D’OR, Hospital Quinta D’OR e Hospital Rios D’OR foram os hospitais cariocas descredenciados.

Outros sete hospitais tiveram apenas uma readequação de rede de atendimento, que será válida a partir de 21 de junho. Estão inclusos hospitais de São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco.

A Amil pressionou esses hospitais para mudar a forma de remuneração, de remuneração por serviço para remuneração por pacotes de serviços. No modelo proposto, um valor fechado é pago ao hospital, que fica responsável por fazer o tratamento usando sua eficiência e estratégia para resolver o caso em questão.

Para a Amil, o modelo antigo incentiva procedimentos desnecessários e leva ao desperdício e assistência médica inadequada.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) monitora o caso e atuará caso haja descumprimento da legislação do setor de planos de saúde, para garantir que não haverá prejuízos aos consumidores.

A agência garante que não pode haver descontinuidade na assistência aos beneficiários em tratamento ou internação enquanto não foi concluído o processo.

Ainda, informa que as operadoras de planos privados de assistência à saúde devem dispor de rede suficiente de prestadores de serviços de saúde para garantir o atendimento nos prazos máximos determinados para a realização de exames, consultas, cirurgias e outros procedimentos.

Quanto aos modelos de remuneração adotados entre operadoras e prestadores de planos de saúde, a lei não permite que a ANS interfira.

Por fim, a agência entende que o modelo de remuneração deve privilegiar a qualidade dos resultados, e não na quantidade de procedimento realizados.

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